sábado, 20 de julho de 2024

EUDAIMONIA - FILOSOFIA

 

Eudaimonia é uma palavra grega que se traduz como felicidade ou bem-estar, mas segundo Aristóteles esse não é um estado, mas antes uma atividade humana que é preciso buscar de forma contínua e exige que nós deliberadamente busquemos os meios para alcançá-la. É o que está escrito no livro “Ética a Nicômaco” do filósofo.

O que para mim traz felicidade pode não ser o que lhe traz felicidade, não é mesmo?

A felicidade é algo muito particular de cada indivíduo, estando atrelada a nossa história, ao meio social e cultural em que crescemos.

Mesmo assim existem valores que são universais, que são imprescindíveis para todo ser humano. Creio que se lermos o documento “Declaração Universal dos Direitos Humanos” todos concordaremos que o bem-estar está vinculado ao que tentamos (embora estejamos longe de alcançar) articular na carta das Nações Unidas.

Notem que na carta está declarado que estamos nos comprometendo a buscar esses direitos em prol da preservação das gerações vindouras. E há algo na carta que gosto, particularmente, de ressaltar: é a conscientização que somos “membros da família humana”.

São muitos os desafios que temos para efetivar o que foi proposto na carta. Mais desafiador ainda é trazer para a nossa realidade diária a compreensão de que essa é uma busca que depende de cada indivíduo vivo no planeta. Não é algo que dependa apenas dos governos, antes é algo que precisa ser abraçado por cada cidadão.

Neste sentido nosso engajamento em grupos de debates que encorajem a criatividade - de onde é possível descobrir formas praticáveis de melhorias em nossas vidas em comunidade - é algo que está ao alcance de nossas mãos.

Como brasileira tenho consciência que nosso povo é por demais inerte, mas confio que com diálogo aberto e a união de forças em prol de melhorias comunitárias possamos aos poucos ir formando uma corrente que ganhe força.

O futuro depende de nós, do que fazemos agora. Nesse sentido é que voltei a faculdade para me dedicar a Filosofia, para me aprimorar como professora; e como psicanalista tomo a bandeira de ajudar a apaziguar nosso mal-estar e sofrimento psíquico. Procuro fazer a minha parte, não apenas por mim: em meu mais profundo ser existe uma inabalável confiança de que vamos despertar como humanidade para desabrochar como sementes em busca da luz da consciência. Vamos nos tornar uma imensa árvore metafórica de família humana onde cada um é uma folha dessa imensa e majestosa criação viva.

Que a paz a que todos almejamos esteja sendo criada em cada coração que se dedica a se compreender mais profundamente ao elaborar o que está no inconsciente.

É na escuridão do nosso inconsciente que está a luz que deve despertar e fazer brilhar a família humana.

Leia a Declaração Universal dos Direitos Humanos:

https://www.unicef.org/brazil/declaracao-universal-dos-direitos-humanos

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